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terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Artigo - Ortodontia e Mídias Sociais

A internet facilitou as relações interpessoais e o fluxo de informações entre as pessoas com interesses comuns, afinal, a cada dia cresce o número de brasileiros com acesso à web. Ter conhecimentos especializados e habilidade clínica, certamente, é requisito fundamental para o ortodontista. Porém, conhecer e diferenciar quais são as principais mídias sociais, bem como entender que é preciso estar presente na internet por meios de outras ferramentas digitais (Facebook, Twitter, YouTube etc.), além dos sites, pode fazer toda a diferença em um mercado cada vez mais competitivo. 

Com uma parceria sensacional entre grandes amigos da área da Ortodontia (Marlos Loiola, Wendel Shibasaki, Jonas Capelli Jr e Flavio Cotrim-Ferreira), apresento a vocês o primeiro artigo (de muitos que ainda virão) sobre a Ortodontia e sua relação com as mídias sociais!

(Publicação na Revista da Sociedade Paulista de Ortodontia)




"Frente às novas tendências e tecnologias, bem como ao mercado competitivo, existe uma necessidade da utilização das ferramentas de marketing para que os profi ssionais possam cada vez mais se estabelecer profi ssionalmente. De acordo com o presente estudo, a utilização das mídias sociais é crescente e, provavelmente, se tornará mais significativa em um futuro próximo."



Link para o Ortodontia Contemporânea: http://www.ortodontiacontemporanea.com
Link para a revista Ortodontia SPO: http://www.ortociencia.com.br


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Cirurgião-dentista - UFES
Especialista e Mestre em Ortodontia - UERJ
george@buenoodontologia.com.br

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Mestre em Ortodontia - UERJ - Relato de caso

"Enquanto suspiramos por uma vida sem dificuldades, devemos nos lembrar que o carvalho cresce forte através de ventos contrários e que os diamantes são formados sob pressão." (Peter Marshall)



Eu sempre soube que este momento chegaria, embora não imaginasse que ele viria com tanto entusiasmo e emoção. O texto abaixo falará da semana anterior à defesa de meu Mestrado, mas o final da história eu te conto agora: tornei-me Mestre em Ortodontia pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) no dia 29 de janeiro de 2014.

Não imagino como seja com as outras pessoas, mas comigo, a ansiedade sempre funcionou com uma grande amiga. Um mês antes de minha defesa de Mestrado a apresentação estava pronta e eu já havia feito o primeiro treino dela no tempo exato de 25 minutos. Treino que foi repetido exaustivamente nos dias que se seguiram, com intervalos de 3 em 3 dias.

Os preparativos e a comemoração com os amigos, o vôo para casa na mesma tarde do lado dos meus maiores tesouros, o descanso merecido da mesma noite após a defesa já haviam passavam pela minha cabeça tantas vezes que eu não sabia mais o que era sonho ou realidade naquela semana.

As perguntas que não queriam calar e que começaram a me tirar o sono faltando apenas três dias para o grande dia: O que a banca iria me perguntar? Será que eu saberia respondê-los adequadamente? Será que faria jus ao trabalho do meu orientador? 

Foi quando percebi que eu não tinha controle sobre estas respostas. Tudo o que eu poderia fazer eu já havia feito, agora era apenas o momento de colocar o ponto final em mais esta etapa...

Intitulada Confiabilidade de diferentes métodos de aquisição de modelos ortodônticos digitais, a Dissertação foi orientada pelo Prof. Dr. Marco Antonio de Oliveira Almeida (esquerda). A banca da defesa foi formada pelos Profs Drs. Jonas Capelli Jr., Felipe Carvalho e Alexandre Motta (do meio para a direita, consecutivamente).

Durante minha arguição e ao responder as perguntas vindas da banca examinadora (todas muito interessantes), senti-me muito à vontade para falar sobre algo que "fazia os meus olhos brilharem". Senti-me realmente impulsionado para um terreno desconhecido (inicialmente), mas que aos poucos eu comecei a sentir que parecia ter nascido para ele. Não deixei de lado a humildade de um aluno de Mestrado, mas me senti livre para dizer tudo o que percebi naquela experiência científica única que me foi proporcionada. E aquilo para mim foi mágico.

Aos poucos eu percebi que chegava a hora que eu tanto esperava...! E não aguentei mais segurar. A emoção foi materializando-se em meu corpo de tal forma que eu precisava colocar aquilo tudo para fora... e eu chorei. Foram lágrimas de agradecimento, de gratidão, de amor. Pois eu estava exatamente onde eu queria estar, ao lados das pessoas que eu precisava.

Sei que é apenas o começo, mas também sei que todos os pequenos passos devem ser comemorados e devidamente agradecidos! 



Obrigado a todos que me seguraram durante estes tropeços que tive e aos gigantes que me ajudaram a enxergar mais além! Uma vida de aprendizados ainda existe diante de mim e acho que ganhei uma bússola! 

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Cirurgião-dentista - UFES
Especialista e Mestre em Ortodontia - UERJ
george@buenoodontologia.com.br

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Entrevista - Prof. Dr. Jonas Capelli Júnior

Começo este post, que traz para vocês a entrevista do Prof. Dr. Jonas Capelli Júnior, com as palavras da Dra Sissy Maria Mendes Machado: 



"A juventude sempre tem um ídolo a ser seguido, seja um astro do rock ou um grande professor. As pessoas, incluindo os grandes mestres, muitas vezes não conseguem visualizar sua influência positiva na formação de seus alunos. Quando ingressei no curso de Especialização em Ortodontia da UERJ, sem noção de Ortodontia, de consultório e nem mesmo de docência, eu precisava de uma luz de orientação. A presença de professores de boa alma e altruístas marcou meu rumo a seguir. Entre esses professores, destaco o Prof. Jonas Capelli Jr. — mestre que apresento nessa entrevista. Sendo ele oriundo da primeira turma desse curso, é sempre espelho para nós. É Diretor do Board Brasileiro de Ortodontia e Ortopedia Facial (BBO) e já recebeu diversos prêmios: entres eles, o prêmio de melhor relato de caso do ano de 2007 publicado no AJO-DO. Possui mais de 60 artigos publicados em revistas cientificas. Portanto, ser coordenador dessa entrevista não poderia ser mais gratificante e cheio de satisfação pessoal, pois sei, com orgulho, que com essa entrevista podemos adquirir uma gama de conhecimentos para nossa prática clínica e científica em nossa amada especialidade, bem como podemos conhecer um pouco desse professor que tem marcado a trajetória de seus alunos e da Ortodontia brasileira, sempre de maneira positiva e inspiradora."

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Trechos da entrevista: 

Em sua concepção, a videografia, tendo como objetivo a captação de imagens faciais dinâmicas, para o diagnóstico e plano de tratamento em Ortodontia, é um método válido? 

A análise facial do sorriso em fotografias padronizadas pode ser utilizada como método auxiliar no diagnóstico e planejamento do tratamento ortodôntico e cirúrgico, permitindo uma avaliação antes e durante o tratamento, assim como pode ser um instrumento confiável para comparações entre o pré- e o pós-tratamento. Entretanto, é importante ressaltar que ela pode ter validade duvidosa, por não representar, necessariamente, o pico de um determinado sorriso. Gravações de vídeo podem fornecer informações mais abrangentes para a avaliação da estética facial.

A crescente percepção entre professores, pesquisadores e clínicos de que a biologia é uma importante parte da prática ortodôntica está refletida na grade curricular dos principais programas de Ortodontia no mundo. Qual a importância de se conhecer a biologia da movimentação dentária para a formação de um ortodontista e para o ortodontista clínico?
Os programas de pós-graduação em Ortodontia sempre privilegiaram a formação e o treinamento nos alicerces da mecânica ortodôntica, haja vista que toda carga horária utilizada é nos simuladores do tipo typodont. No entanto, a clínica ortodôntica se fundamenta em parâmetros mecânicos e biológicos. A abordagem mecânica é suficiente para os tratamentos feitos no typodont;porém, na clínica, é preciso o conhecimento da biologia envolvida. Sou fã entusiasta da definição de mecanotransdução: forças mecânicas aplicadas sobre o dente não são usadas para produzir movimento mecânico, e sim para obter um estímulo biológico capaz de promover reações teciduais, modificando a posição dentária sem danos e com estabilidade13. O exercício clínico dessa definição nos faz questionar alegações como as de tipos de braquetes ou de técnicas que propõem reduções drásticas no tempo de tratamento. Ao ser atingido por uma propaganda ou por uma apresentação desse tipo, começo a raciocinar: isso é capaz de promover um estímulo biológico diferenciado? Se não, onde se fundamenta a hipótese de redução do tempo de tratamento?


Boa leitura: http://www.dentalpress.com.br/portal/entrevista-jonas-capelli-junior/

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Dr. George Bueno

Cirurgião-dentista e Ortodontista
george@buenoodontologia.com.br
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