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domingo, 2 de dezembro de 2012

Curso - Prof. D. José Augusto Mendes Miguel

O curso de fim de ano da Associação Brasileira de Ortodontia do Espírito Santo (ABOR-ES) com o Professor Doutor José Augusto Mendes Miguel foi sensacional para todos que puderam prestigiá-lo.

Trazendo assuntos pertinentes na clínica diária de Ortodontia, o primeiro tema tratado foi: Tratamento da Classe III - Novas perspectivas para um antigo desafio. 

(Banner do Curso)

Totalmente embasado na literatura científica ortodôntica o Professor Dr. José Augusto Mendes Miguel conseguiu prender a atenção dos ortodontistas presentes mesclando dados científicos com seu profundo conhecimento clínico, além de apresentar ótimos bom humor e simpatia.

(Prof. Dr. José Augusto Mendes Miguel)

Algumas de suas frases que nos fizeram pensar um pouco mais na situação do ensino da ortodontia no Brasil, em como estamos utilizando o que aprendemos de Ortodontia em nossos pacientes e em como devemos ser pacientes e cuidadosos ao lidar com o tratamento da Classe III:

"A Classe III em idade precoce deve muitas vezes ser vista como a ponta do iceberg..."

"É importante dizer ao paciente sobre a chance do insucesso de um tratamento escolhido..."

"O Brasil é o único país do mundo onde a especialidade de Ortodontia é separada da Ortopedia Funcional dos Maxilares..."

"Existe um aspecto importante em tudo o que fazemos, uma curva de aprendizado..."

"Não podemos enxergar todos os pacientes da mesma forma e querermos propor a todos o mesmo tipo de tratamento..."

"Façam um exercício, façam-se esta pergunta ao escolher um tratamento: o que eu faria se fosse o meu filho a receber este tratamento?"

(Colagem indireta de bráquetes ortodônticos)

Na segunda metade do curso foi realizada uma demonstração dos passos laboratoriais e a demonstração clínica (com o paciente presente) da técnica da colagem indireta de bráquetes em ortodontia e como ela pode auxiliar na dinamização e redução de erros deste passo importantíssimo para o bom andamento do tratamento ortodôntico.

(Colagem indireta de bráquetes - ao vivo)

Os ortodontistas presentes (muitos destes, ex-alunos do Prof. José Augusto Mendes Miguel) puderam compreender que o conhecimento é construído diariamente, com pesquisas, embasamento científico e muito respeito pelo ser humano. 

A vontade de melhorar sempre deve ser uma constante em nossas vidas.

(George Bueno, Licia Pacheco, Prof. José Augusto Miguel, Camila Dardengo, Daniela Feu)

Gostaria de participar dos próximos eventos da Associação Brasileira de Ortodontia do ES (ABOR-ES)? 

Associe-se: http://abores.com.br/

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George Bueno

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Caracterização Fenotípica de Pacientes Classe III


E se nós pudéssemos prever quanto e quando o paciente com tendência à Classe III esquelética irá crescer?

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Autores: Chi Bui; Terri King; William Proft; Sylvia Frazier-Bowers

A maloclusão de Classe III claramente possui um significante componente genético. O prognatismo mandibular vem sendo observado por muitos anos e, talvez em menor extensão, a deficiência maxilar. Também é evidente que existem múltiplos padrões de maloclusões de Classe III. Além disso, um diagnóstico que é utilizado para identificar a mandíbula, na maioria dos casos não é adequado para distinguir os diferentes fenótipos.

Um primeiro passo para estabelecer a contribuição genética para estes problemas é distinguir os fenótipos, que podem estar relacionados com a expressão dos diferentes genótipos do paciente.

Com os diferentes fenótipos da Classe III completamente caracterizados em subtipos numa grande amostra de pacientes, eles podem ser comparados em casos de uma mesma família e, assim, promover a base para estudos que identificarão o gene causador.

O objetivo do estudo foi caracterizar as formas dentofaciais convergentes em subtipos de maloclusões de Classe III esqueléticas de 356 pacientes da Universidade da Carolina do Norte (UNC) (Figura 1). Este estudo foi um passo para futuros estudos que irão determinar, de acordo com cada subtipo de Classe III, a carga genética envolvida.

Figura1. Traçados cefalométricos para cada um dos subtipos descritos nos resultados.

Conclusões:
- A detecção da genética base da maloclusão de Classe III esquelética pode não ter uma aplicação clínica num futuro imediato, mas é uma promessa para grandes possibilidades de tratamentos de tais pacientes.

- Tal conhecimento poderá ser utilizado para prever com precisão o crescimento do paciente a longo prazo e, portanto, as modalidades de tratamento disponíveis.

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