segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Entrevista: Dr. Björn Zachrisson


Mais uma vez divido uma grande alegria com vocês; que foi ler esta entrevista do Dr. Björn Zachrisson. É impressionante o que a experiência de alguns ortodontistas pode nos ensinar.  

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Muito jovem iniciou os seus estudos relativos à integração da ortodontia e a periodontia. Dedicou-se em seguida à colagem de braquetes e tubos aos dentes, bem como às superfÌcies de restaurações metálicas e de porcelana.

Portador de um senso minucioso de perfeição desenvolveu técnicas de excelência de acabamento e de retenção das correções ortodônticas. Esta procura constante o levou às pesquisas relacionadas a estética facial, dentária e do sorriso.

Atualmente se dedica ao atendimento multidisciplinar com a finalidade de dar ao aparelho mastigatório o melhor desempenho relativo à função, estética e estabilidade. Apresenta uma enorme produção científica de artigos, livros e cursos ministrados em todo o mundo.

Profundo conhecedor das bases biológicas, pesquisador dedicado, excelente profissional clínico e conferencista diferenciado com uma capacidade ímpar de comunicação.

Dr. Kurt Faltin Junior

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(Figura 1) –  Pacientes Classe II, Primeira Divisão, com padrões esqueléticos diferentes.

Uma das perguntas da Entrevista do Dr. Zachrisson:

O senhor utiliza o aparelho de Herbst para correção da Classe II por retrognatismo mandibular e em qual idade?

R: Não. Eu não utilizo o aparelho de Herbst ou qualquer outro aparelho de avanço da mordida em meu consultório para corrigir relações Classe II. Ao invés disso, para as correções da Classe II na maxila prognática com perfis labiais protrusivos (Figura 1) utilizo uma combinação de ancoragem extrabucal de tração alta e arco transpalatino grande (Figuras 2 e 3). A ancoragem extra-bucal é utilizada segundo os princípios de Teuscher com arcos externos curtos extras próximo ao centro de resistêcia maxilar. A ancoragem extra-bucal È utilizada à noite e durante 3 a 4 horas durante o dia.  Em casos mais difíceis com mandÌbulas retrognáticas (Figura 1-B), isto é feito combinando-se barra transpalatina com um loop aumentado e ancoragem extra-bucal de tração alta com força baixa.

(Figura 2) – Ancoragem extrabucal de tração alta (A)

(Figura 3) – Barra transpalatina de Zachrisson

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Link para a Entrevista completa em PDF:

sábado, 10 de dezembro de 2011

Softwares gratuitos de Estatística

(Os links que compartilho me foram cedidos pelo Prof. Dr. David Normando)

Na minha opinião, há pessoas que vieram ao mundo para somar. E, sem dúvidas, o Prof. Dr. David Normando (editor-chefe do Dental Press Journal of Orthodontics) é uma dessas. Mas, deixarei com a palavra o Dr. Jorge Faber:

"Somente uma palavra pode definir como um menino que estudou em diversas escolas públicas da Região Norte do Brasil se torna editor-chefe de uma das principais publicações da Ortodontia mundial: meritocracia".

Professor Dr. David Normando durante defesa de sua tese de doutorado:

Da esquerda para a direita, Jorge Faber (editor-chefe do WJO), João Guerreiro (UFPA), Cátia Quintão (UERJ), David Normando (editor-chefe do DPJO), Marco Antonio Almeida (UERJ), Isabela Pordeus (UFMG) e Weber Ursi (FOSJC/UNESP) - Fonte: Dental Press Journal of Orthodontics.

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Alguns softwares gratuitos de Estatística: 

1) Tutorial para escolha do teste estatístico. De autoria do Professor Dr. David Normando. Em breve, será lançada a versão 2.0:
https://www.dentalpress.com.br/bioestatistica/


2) Nova versão do BioEstat, 5.3. Excelente programa de estatística e de uso fácil. De autoria do Dr. Manuel Ayres- UFPA. Inclui análises multivariadas (algumas) e cálculo amostral.


3) G Power. Ótimo programa para cálculo amostral e análise de Poder, incluindo análises multivariadas.

4) VassarStats. Também excelente. Apresenta algumas estatísticas não disponíveis no BioEstat, como ANCOVA e Kappa ponderado.

5) PSPP. Com interface muito parecida com o SPSS....

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terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Caracterização Fenotípica de Pacientes Classe III


E se nós pudéssemos prever quanto e quando o paciente com tendência à Classe III esquelética irá crescer?

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Autores: Chi Bui; Terri King; William Proft; Sylvia Frazier-Bowers

A maloclusão de Classe III claramente possui um significante componente genético. O prognatismo mandibular vem sendo observado por muitos anos e, talvez em menor extensão, a deficiência maxilar. Também é evidente que existem múltiplos padrões de maloclusões de Classe III. Além disso, um diagnóstico que é utilizado para identificar a mandíbula, na maioria dos casos não é adequado para distinguir os diferentes fenótipos.

Um primeiro passo para estabelecer a contribuição genética para estes problemas é distinguir os fenótipos, que podem estar relacionados com a expressão dos diferentes genótipos do paciente.

Com os diferentes fenótipos da Classe III completamente caracterizados em subtipos numa grande amostra de pacientes, eles podem ser comparados em casos de uma mesma família e, assim, promover a base para estudos que identificarão o gene causador.

O objetivo do estudo foi caracterizar as formas dentofaciais convergentes em subtipos de maloclusões de Classe III esqueléticas de 356 pacientes da Universidade da Carolina do Norte (UNC) (Figura 1). Este estudo foi um passo para futuros estudos que irão determinar, de acordo com cada subtipo de Classe III, a carga genética envolvida.

Figura1. Traçados cefalométricos para cada um dos subtipos descritos nos resultados.

Conclusões:
- A detecção da genética base da maloclusão de Classe III esquelética pode não ter uma aplicação clínica num futuro imediato, mas é uma promessa para grandes possibilidades de tratamentos de tais pacientes.

- Tal conhecimento poderá ser utilizado para prever com precisão o crescimento do paciente a longo prazo e, portanto, as modalidades de tratamento disponíveis.

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