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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Perfil facial ideal?

O que afinal deixa uma pessoa bonita?
Será que o perfil facial é importante para este aspecto subjetivo do que vemos nos nossos pacientes?
Apenas a Ortodontia deve se ocupar destes pacientes com este tipo de queixa estética?
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Recentemente fiz um ensaio científico sobre este assunto para o Blog da Dental Cremer!

Confiram no link: http://blog.dentalcremer.com.br/2016/11/24/ortodontia-e-estetica-o-perfil-facial/

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Cirurgião-dentista - UFES
Especialista e Mestre em Ortodontia - UERJ
Doutorando em Saúde Coletiva (Epidemiologia) - UFES

Whats app: (27) 99970-8990
george@buenoodontologia.com.br

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Dentcast #4 - Ortodontia e Ortopedia Facial

Este é um Dentcast, podcast de dentista para paciente, especial onde o Dr. George Bueno falará sobre as maiores dúvidas relacionadas á Ortodontia. Juntamente com o Dr. Luiz Rodolfo, muita coisa será esclarecida: O que é Ortodontia? Qual a melhor idade para procurar o Ortodontista? Quanto tempo leva um tratamento ortodôntico? e muito mais! Caso alguma dúvida ainda exista, comente logo mais embaixo.
Nosso alerta: Aparelho não é brincadeira. Não use por “moda” e nem coloque com pessoas que não são dentistas. 



Ouça o episódio 01 – AQUI
Ouça o episódio 02 – AQUI
Caso você queira acompanhar o Dentcast na iTunes Stores, utilize este link: https://itunes.apple.com/us/podcast/dentcast-o-podcast-dentista/id721185917

Ouça os episódios antigos do Dentcast: http://dentcast.podomatic.com/

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
george@buenoodontologia.com.br

domingo, 16 de junho de 2013

Expansão Rápida da Maxila e Constrição Alternadas

Por sugestão de uma seguidora do Twitter, o artigo abaixo foi escolhido. Trata-se de uma análise científica de qualidade feita pelo Dr. Alberto Consolaro e publicada na revista Dental Press Journal of Orthodontics.

A Expansão Rápida da Maxila (ERM) é possível pela configuração anatômica da sutura palatina mediana, que também se estende às lâminas horizontais do osso palatino, importante componente posterior do palato duro. O procedimento às vezes pode ser referido como uma Distração Osteogênica Sutural.

A relação mediana entre as maxilas e os ossos palatinos nos sentidos ântero-posterior e buconasal se faz por uma linha sinuosa e preenchida por tecido conjuntivo fibroso denso, ricamente vascularizado e delimitada por margens ósseas bem definidas, especialmente nos indivíduos adultos jovens.


(Expansão rápida da maxila)

Após a agressão representada pela abertura rápida  da sutura, a fase aguda da inflamação involui, visto que os  neutrófilos e macrófagos não encontram bactérias no local  e o reparo e reorganização devem se iniciar entre 24-48 horas.

Se depois da reorganização sutural a contenção não for providenciada e nova integridade não for atingida, as forças irão constritar, ou comprimir, a sutura palatina mediana para tentar voltar à situação de equilílibrio anterior.

O Protocolo semanal repetitivo de Expansão Rápida da Maxila e Constrição Alternadas ou “ERMC-Alt” ou Alternate Rapid Maxillary Expansions and Constrictions (Alt-RAMEC), foi proposto inicialmente por LIOU, CHEN em 2003. No final da aplicação do protocolo (sete ou nove semanas), bem provavelmente, a sutura terá uma densidade de colágeno muito pequena. 

A maxila estará “solta” no terço médio da face. Além da expansão da maxila, ela poderá ser protraída, compensando alterações no terço médio da face.

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Análise oclusal após a remoção do aparelho ortodôntico


O trauma oclusal primário pode induzir, inicialmente, uma sintomatologia caracterizada por dor difusa, associada a um discreto aumento da mobilidade dentária, que pode durar dias, semanas e até meses. Podemos dizer que este seria o primeiro momento do trauma oclusal.

Em um segundo momento, algumas semanas depois, pode-se notar, radiograficamente, alargamento uniforme do espaço periodontal e espessamento da lâmina dura ou cortical óssea alveolar.
(Espessamento da lâmina dura)

Estas imagens radiográficas ocorrem em consequência da necessidade de fibras periodontais mais espessas e mais longas para suportarem um aumento da função, ou seja, absorver forças oclusais mais intensas; aumenta-se assim a espessura do ligamento periodontal.

Ao mesmo tempo, estas fibras periodontais maiores requerem uma inserção igualmente maior, aumentando-se a espessura da cortical óssea alveolar para suprir esta necessidade, o mesmo devendo ocorrer no cemento, mas neste não é possível se observar alterações nos exames por imagem.

Na sequência, em um terceiro momento, semanas ou meses depois, a continuidade da demanda funcional aumentada pela força oclusal excessiva promove um estiramento intenso e repetitivo das fibras periodontais, especialmente as cervicais, que se inserem na parte mais cervical da crista óssea alveolar.

(Perda óssea vertical em "V")

Radiograficamente, portanto, neste terceiro momento do trauma oclusal, adiciona-se ao quadro imaginológico a perda óssea vertical com formação de um “V” típico do trauma oclusal, formado pelo plano ósseo reabsorvido e a parede radicular.

As radiografias periapicais servem para este diagnóstico, mas as interproximais são mais precisas. Por maior que seja a perda óssea vertical nesta área, a sondagem periodontal não revelará bolsa periodontal.

Neste terceiro momento, mesmo com a perda óssea vertical no espaço interdentário, não haverá bolsa periodontal, mas na face vestibular pode-se notar, clinicamente, que o contorno gengival vai acompanhando o contorno ósseo vestibular, tendo como conseqüência as recessões gengivais em forma de “V” ou angulares nos dentes em trauma oclusal e com deiscências ósseas.

Clinicamente, neste terceiro momento, têm-se um discreto aumento da mobilidade dentária, facetas de desgaste oclusal ou incisal e a presença de recessões em forma de “V”, mas um quarto sinal pode ser adicionado: a abfração.

O esmalte não consegue acompanhar as deformações excessivas que as forças oclusais impõem à dentina. Esta dissonância entre o esmalte e a dentina na absorção das forças excessivas promove microfraturas adamantinas na região cervical com perda de pequenos fragmentos e microexposições de dentina. A abfração acrescenta ao quadro clínico de trauma oclusal a perda cervical do esmalte e a sensibilidade aumentada frente aos fatores bucais variáveis como alimentação, líquidos, respiração, temperatura e outros.

Finalmente, no quarto momento do trauma oclusal, depois de muitos meses e até anos de persistência das forças oclusais excessivas, o osso periférico à cortical óssea alveolar, ou lâmina dura, gradativamente espessa suas trabéculas e áreas de esclerose aparecem ao redor da raiz afetada, distribuídas de forma irregular ou concentrada na lateral e ou na região apical.

Haverá, a partir deste momento, uma agressão cada vez maior e direta sobre as estruturas periodontais, com prováveis danos focais à camada de cementoblastos que protegem as raízes da reabsorção por sua falta de receptores de membrana para os mediadores da reabsorção óssea. Nestas regiões da superfície, micro-áreas de reabsorção radicular ocorrem, se somam e gradativamente se expressam como imagens radiográficas.

(Danos aos cementoblastos, levando à reabsorção radicular)

O desconforto sintomatológico nem sempre está presente e em muitos casos o paciente acomoda-se; o trauma oclusal, por ser subclínico, pode evoluir silenciosamente para consequências mais graves.

Três questionamentos fundamentais
1º)  Quantos profissionais depois de “completado” o tratamento ortodôntico fazem uma análise oclusal, avaliam as possíveis interferências e promovem os ajustes necessários para o paciente ter alta com uma oclusão minimamente aceitável?
2º) Quantos acreditam que isto não seja necessário porque ao longo de seis meses pós-tratamento ortodôntico haverá um ajuste oclusal acomodativo e natural?
3º) Qual a prioridade da Ortodontia: a estética ou a função?

Uma análise oclusal criteriosa deve fazer parte, ou melhor, faz parte do tratamento ortodôntico e apenas depois de uma oclusão normal obtida o paciente deve receber alta e o caso ser considerado completado, pois parece lógico que a função deve prevalecer sobre a estética.
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Dr. George Bueno
Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

sábado, 29 de outubro de 2011

Efeito de três técnicas motivacionais de higiene oral e saúde gengival em pacientes ortodônticos


Se o seu paciente às vezes não colabora e aparece com a higiene oral a desejar...
Este artigo é perfeito para você!

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Autores: Shivesh Acharya; Ashima Goyal; Ashok Kumar Utreja; Utkal Mohanty (Centro de Ciências Orais – Chandigarh – Índia)

Manter uma boa higiene oral é um desafio para os pacientes que passam pelo tratamento ortodôntico com aparelho fixo. Os braquetes e outros componentes presentes favorecem o rápido acúmulo de placa e aumento da produção de ácido que leva à desmineralização e lesões incipientes de cárie. Estudos tem demonstrado a presença mínima de doença periodontal, perda óssea e cáries em adolescentes durante a terapia com a aparelho ortodôntico fixo, caso o controle de placa seja mantido.

No presente estudo, três diferentes técnicas motivacionais foram avaliadas com relação à efetividade de melhora da saúde gengival e higiene oral em pacientes jovens que estão utilizando aparelho ortodôntico fixo.

Grupo 1
- Evidenciamento da placa e demonstração de técnica de escovação.

Grupo 2
- Um produto que demonstrava visualmente (com mudança de cor) a natureza ácida da placa dentária e do aumento do pH com ingestão de açúcares foi utilizado. Como no Grupo 1, as medidas de controle adicionais foram demonstradas.


Grupo 3
- Foi coletada a placa e preparada uma lâmina para ser mostrada em microscópio para o paciente. Assim era possível ver a movimentação dos microorganismos. Novamente, como no Grupo 1, as medidas de controle adicionais foram demonstradas.



Resultados:
- A implementação de variadas técnicas motivacionais para o efetivo controle de placa durante o uso de aparelho fixo mostrou melhoras na saúde gengival, bem como no índice de placa e de gengivite durante os 6 meses da pesquisa.
- O grupo que apresentou mais melhoras foi o Grupo 3, no qual um microscópio foi utilizado como ferramenta motivacional para manutenção da higiene oral.

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Link para o artigo completo em pdf:
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