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quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ortodontia e mídias sociais

A Ortodontia da UERJ, por meio de seus alunos e ex-alunos realizará neste ano de 2013 o XIII Encontro de Ex-alunos da UERJ. A programação científica é muito especial!

Nesta edição, tive o prazer de ser convidado a falar sobre o tema Ortodontia e Mídias Sociais. Agora, é preparar a melhor e mais atualizada palestra sobre este tema que tanto prezo. Em breve, a disponibilizarei para você leitor, via slideshare.

Abaixo, a arte que será veiculada na Revista Dental Press Journal of Orthodontics.



(XIII Encontros de Ex-alunos da UERJ)
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Cirurgião-dentista e Ortodontista
CEO e Founder of Bueno Ortodontia
georgenbueno@gmail.com


sexta-feira, 15 de março de 2013

Responsabilidade Civil do Ortodontista

O objetivo do artigo escolhido para esta postagem foi investigar quais as dificuldades do Ortodontista no período após o tratamento ortodôntico, observando se as condutas adotadas satisfazem as reclamações de indivíduos que já terminaram a terapia ortodôntica, perante as determinações do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil quanto ao relacionamento indivíduo/profissional. 

Foi encaminhado via correio um questionário em forma de correspondência do tipo carta-resposta a todos os Cirurgiões-Dentistas inscritos no Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, com seus registros no Conselho Federal de Odontologia como especialista em ortodontia num total de novecentos e noventa profissionais. 

RESULTADOS DA PESQUISA:

A análise percentual das respostas obtidas demonstrou que o tempo de arquivamento da documentação ortodôntica pelos profissionais foi de: mais de 20 anos (49,8%); por 20 anos (25,5%); por 15 anos (12,4%); por 10 anos (3,8%); e por um período de 5 anos (8,3%). Sobre o controle adotado no período de pós-contenção, 52,8% supervisionam de 6 em 6 meses e 39,9% uma vez por ano.

A maioria dos profissionais (76,5%) relatou que procurariam de qualquer forma evitar uma ação cível.  

(Tempo de supervisão após contenção)

No caso de recidiva, 87,2% dos profissionais informam ao indivíduo que a recidiva é previsível e propõem o retratamento ortodôntico. Quanto à solicitação da documentação ortodôntica pelo indivíduo, 93,7% dos profissionais entregariam a documentação ortodôntica e solicitariam a assinatura de retirada da mesma.

Diante destes resultados, alguns profissionais poderão estar sujeitos a problemas judiciais futuros, já que houve grande divergência entre os profissionais em relação ao tempo de arquivamento da documentação ortodôntica.

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Artigo completo disponível em: http://www.revistargo.com.br/viewarticle.php?id=997

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Análise oclusal após a remoção do aparelho ortodôntico


O trauma oclusal primário pode induzir, inicialmente, uma sintomatologia caracterizada por dor difusa, associada a um discreto aumento da mobilidade dentária, que pode durar dias, semanas e até meses. Podemos dizer que este seria o primeiro momento do trauma oclusal.

Em um segundo momento, algumas semanas depois, pode-se notar, radiograficamente, alargamento uniforme do espaço periodontal e espessamento da lâmina dura ou cortical óssea alveolar.
(Espessamento da lâmina dura)

Estas imagens radiográficas ocorrem em consequência da necessidade de fibras periodontais mais espessas e mais longas para suportarem um aumento da função, ou seja, absorver forças oclusais mais intensas; aumenta-se assim a espessura do ligamento periodontal.

Ao mesmo tempo, estas fibras periodontais maiores requerem uma inserção igualmente maior, aumentando-se a espessura da cortical óssea alveolar para suprir esta necessidade, o mesmo devendo ocorrer no cemento, mas neste não é possível se observar alterações nos exames por imagem.

Na sequência, em um terceiro momento, semanas ou meses depois, a continuidade da demanda funcional aumentada pela força oclusal excessiva promove um estiramento intenso e repetitivo das fibras periodontais, especialmente as cervicais, que se inserem na parte mais cervical da crista óssea alveolar.

(Perda óssea vertical em "V")

Radiograficamente, portanto, neste terceiro momento do trauma oclusal, adiciona-se ao quadro imaginológico a perda óssea vertical com formação de um “V” típico do trauma oclusal, formado pelo plano ósseo reabsorvido e a parede radicular.

As radiografias periapicais servem para este diagnóstico, mas as interproximais são mais precisas. Por maior que seja a perda óssea vertical nesta área, a sondagem periodontal não revelará bolsa periodontal.

Neste terceiro momento, mesmo com a perda óssea vertical no espaço interdentário, não haverá bolsa periodontal, mas na face vestibular pode-se notar, clinicamente, que o contorno gengival vai acompanhando o contorno ósseo vestibular, tendo como conseqüência as recessões gengivais em forma de “V” ou angulares nos dentes em trauma oclusal e com deiscências ósseas.

Clinicamente, neste terceiro momento, têm-se um discreto aumento da mobilidade dentária, facetas de desgaste oclusal ou incisal e a presença de recessões em forma de “V”, mas um quarto sinal pode ser adicionado: a abfração.

O esmalte não consegue acompanhar as deformações excessivas que as forças oclusais impõem à dentina. Esta dissonância entre o esmalte e a dentina na absorção das forças excessivas promove microfraturas adamantinas na região cervical com perda de pequenos fragmentos e microexposições de dentina. A abfração acrescenta ao quadro clínico de trauma oclusal a perda cervical do esmalte e a sensibilidade aumentada frente aos fatores bucais variáveis como alimentação, líquidos, respiração, temperatura e outros.

Finalmente, no quarto momento do trauma oclusal, depois de muitos meses e até anos de persistência das forças oclusais excessivas, o osso periférico à cortical óssea alveolar, ou lâmina dura, gradativamente espessa suas trabéculas e áreas de esclerose aparecem ao redor da raiz afetada, distribuídas de forma irregular ou concentrada na lateral e ou na região apical.

Haverá, a partir deste momento, uma agressão cada vez maior e direta sobre as estruturas periodontais, com prováveis danos focais à camada de cementoblastos que protegem as raízes da reabsorção por sua falta de receptores de membrana para os mediadores da reabsorção óssea. Nestas regiões da superfície, micro-áreas de reabsorção radicular ocorrem, se somam e gradativamente se expressam como imagens radiográficas.

(Danos aos cementoblastos, levando à reabsorção radicular)

O desconforto sintomatológico nem sempre está presente e em muitos casos o paciente acomoda-se; o trauma oclusal, por ser subclínico, pode evoluir silenciosamente para consequências mais graves.

Três questionamentos fundamentais
1º)  Quantos profissionais depois de “completado” o tratamento ortodôntico fazem uma análise oclusal, avaliam as possíveis interferências e promovem os ajustes necessários para o paciente ter alta com uma oclusão minimamente aceitável?
2º) Quantos acreditam que isto não seja necessário porque ao longo de seis meses pós-tratamento ortodôntico haverá um ajuste oclusal acomodativo e natural?
3º) Qual a prioridade da Ortodontia: a estética ou a função?

Uma análise oclusal criteriosa deve fazer parte, ou melhor, faz parte do tratamento ortodôntico e apenas depois de uma oclusão normal obtida o paciente deve receber alta e o caso ser considerado completado, pois parece lógico que a função deve prevalecer sobre a estética.
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Dr. George Bueno
Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ortodontia e Endodontia - Controvérsias

Qual Ortodontista não se deparou com a seguinte dúvida: dentes com tratamento endodôntico, quando é possível movimentá-los?

A literatura apresenta alguns artigos que falam sobre o assunto. Uma publicação não tão recente assim, porém, ainda com validade clínica e científica relacionada é do Dr. Alberto Consolaro

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Dentes com Tratamento Endodôntico: Movimentar ou Não?

Por algumas décadas acreditou se dogmaticamente que dentes tratados endodonticamente, se movimentados, poderiam apresentar maior índice de reabsorção radicular. Isto nunca foi demonstrado com um mínimo de critério metodológico, pois na Ortodontia não se tratava de adultos com freqüência. Dogmas são inexplicáveis: acredita-se ou não, como na política e na religião, mas não na ciência. 


Os trabalhos que estudaram metodologicamente o assunto revelaram que dente com tratamento endodôntico considerado pelo especialista como sucesso clínico pode ser movimentado. 

Quando o dente apresenta tratamento endodôntico inadequado, sem ou com lesão periapical crônica, deve-se promover o retratamento do canal para obter-se o sucesso clínico, e então, em um segundo momento, promover o tratamento ortodôntico, geralmente depois de 30 dias. 

(Ortodontia e Endodontia)

A reabsorção da superfície radicular independe das células da polpa, se presentes ou ausentes. O tratamento endodôntico não muda a estrutura e a fisiologia dos tecidos periodontais, incluindo o cemento e os cementoblastos.

Uma dica: para avaliar se o dente tratado endodonticamente pode ser considerado um sucesso clínico ou não, divida esta responsabilidade com o endodontista; a decisão será mais segura e faça o paciente participar, mesmo que indiretamente da decisão, informando-o 
sobre o que está sendo discutido!

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Dr. George Bueno
Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Ortodontia baseada em evidência científica


"A ciência é considerada um método superior para adquirir conhecimento, por ser desprovida de crenças, valores e emoções pessoais."

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Autores: Maria Tereza Scardua Mariano, Eduardo Januzzi, Eduardo Grossmann

A prática da Ortodontia Baseada em Evidências tira a ênfase da prática da Odontologia baseada na experiência e na intuição pessoal, e dá especial atenção ao desenho das pesquisas, ao seu gerenciamento e à análise estatística. Seu objetivo é ajudar os clínicos a realizar tratamentos mais efetivos, mais eficientes e mais previsíveis, fundamentando as tomadas de decisão sobre as condutas com os pacientes em provas científicas rigorosas.

Na atual era da Odontologia baseada em evidências, os ortodontistas necessitam entender  mais claramente os princípios da ciência e da pesquisa. 

Alguns dos itens a serem avaliados quando o Ortodontista procurar por artigos científicos:

- Tipos de estudo utilizados
- Hierarquia de evidências científicas disponíveis
- Busca de informações de qualidade que oriente a tomada de decisões

(Hierarquia da evidência científica)

Conclusões: 

- Informações baseadas em provas científicas são as mais confiáveis para uma tomada de decisão conscienciosa em relação à abordagem clínica oferecida aos pacientes. Diante das inúmeras publicações e da crescente inovação tecnológica, torna-se necessário que o ortodontista se familiarize com a utilização das ferramentas para a prática da Odontologia Baseada em Evidência.
- Pacientes ortodônticos merecem um alto nível de cuidado, que somente é alcançado por meio do uso judicioso das melhores informações disponíveis.

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Link para o artigo completo em PDF: http://www.scielo.br/pdf/dpress/v14n3/a15v14n3.pdf
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