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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Perfil facial ideal?

O que afinal deixa uma pessoa bonita?
Será que o perfil facial é importante para este aspecto subjetivo do que vemos nos nossos pacientes?
Apenas a Ortodontia deve se ocupar destes pacientes com este tipo de queixa estética?
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Recentemente fiz um ensaio científico sobre este assunto para o Blog da Dental Cremer!

Confiram no link: http://blog.dentalcremer.com.br/2016/11/24/ortodontia-e-estetica-o-perfil-facial/

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Cirurgião-dentista - UFES
Especialista e Mestre em Ortodontia - UERJ
Doutorando em Saúde Coletiva (Epidemiologia) - UFES

Whats app: (27) 99970-8990
george@buenoodontologia.com.br

sábado, 31 de agosto de 2013

Congresso de Marketing em Odontologia - Dental Meeting Marketing



Com 46 especialistas convidados, o Dental Marketing Meeting será realizado nos dias 23 e 24 de novembro com o objetivo de mudar os conceitos atuais sobre o marketing odontológico. 

Além da programação para cirurgiões-dentistas, haverá uma série de palestras especialmente desenhadas para estudantes e ASBs – Auxiliares em Saúde Bucal.

A feira comercial paralela apresentará  novidades em matéria de produtos e serviços.

 As inscrições já estão abertas e podem ser feitas pelo site!

www.dentalmktmeeting.com.br

Alguns dos ministradores:


Entre os palestrantes estão nomes como cirurgião-dentista Plínio Tomaz (especialista em Marketing pela ESPM e consultor de Marketing), o implantodontista Aônico Vieira (pós-graduado na Free University of Berlim-Germany e consultor em Odontologia de  programas de rádio e TV), o ortodontista Adriano Marotta Araújo (doutor pela Unesp,  pós-graduado  na Baylor College of Dentistry, nos Estados Unidos, e professor de Gestão de Serviços na FAAP), o advogado André Luís Nigre (especialista em Responsabilidade Civil e Ética Odontológica e Médica) e a cirurgiã-dentista bucomaxilo Carla Sarni (presidente do grupo Sorridents).
No Dental Marketing Meeting o profissional vai aprender logo nas palestras iniciais o que é Marketing e sua aplicação no consultório. As palestras subsequentes vão ensinar como o cirurgião-dentista pode agregar valor ao seu trabalho e o intricado funcionamento  do Marketing específico para serviços.



No domingo, o participante vai entender como as redes sociais podem ser utilizadas como ferramentas de Marketing com o Dr. George Bueno. A fundadora do Marketinsta, Nísia Teles, falará sobre o marketing sensorial na Odontologia. À tarde, o advogado especializado em ética na Odontologia André Luis Nigre vai explicar os limites do uso do Marketing. A estética como Markerting e a formação de preço será temas de outras palestras. No último módulo, o publicitário Johnny Santana, fundador e diretor da Odonto Solutions, vai apresentar consultório modelo.

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

segunda-feira, 8 de julho de 2013

UERJ - Encontro de Ex-alunos de Ortodontia

Começo este post com um agradecimento profundo aos amigos de Belém (Pará) que nos receberam com um encontro científico e divertidíssimo (XIII Encontro de Ex-alunos de Ortodontia - UERJ) numas das capitais mais lindas que já conheci.

Pude conhecer uma cultura interessantíssima e estudar muita Ortodontia! Belém do Pará mostra o Brasil que todo brasileiro deveria conhecer e se orgulhar!

Algumas fotos desta cidade maravilhosa e da programação científica imperdível:

 
(Belém - Pará - Brasil)

(Prof. Dr. José Augusto Miguel)

(Dr.George Bueno)

(Lançamento do livro Ortodontia Multidisciplinar - Prof. Dr. Marco Antonio Almeida)

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

quinta-feira, 27 de junho de 2013

DTM e Ortodontia

Quantos pacientes você costuma receber em seu consultório queixando-se de dor na ATM (ou região)? Contínuas, intermitentes? Qual seria a causa? Você conhece um protocolo de tratamento pare estes casos? Uma resposta única para o tratamento? Será que existe tratamento?

Outra pergunta a ser respondida, geralmente, é: o que a Ortodontia pode fazer por estes pacientes?

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Autores: Simone Vieira Carrara, Paulo César Rodrigues Conti, Juliana Stuginski Barbosa

O Termo do 1º Consenso em Disfunção Temporomandibular e Dor Orofacial foi criado com o propósito de substituir divergências por evidência científica dentro dessa especialidade da Odontologia. O documento oferece informações claras e fundamentadas para orientar o cirurgião-dentista e demais profissionais de saúde sobre os cuidados demandados pelo paciente, tanto no processo de diagnóstico diferencial quanto na fase de aplicação das terapias de controle da dor e disfunção.


O profissional que se dispuser a tratar esses pacientes deve conhecer profundamente o diagnóstico diferencial da dor orofacial e suas subclassificações, além de aplicar técnicas de controle dos sintomas com validação científica.

Alguns fatores de relacionamento oclusal são citados como predisponentes das DTM, entretanto, estudos demonstram que a correção desses fatores em indivíduos sintomáticos tem pouca eficácia no controle da DTM.

A prática da Odontologia Baseada em Evidência (OBE) não ampara a prescrição de técnicas que promovem mudanças oclusais complexas e irreversíveis, como o ajuste oclusal por desgaste seletivo, terapia ortodôntica, ortopedia funcional, cirurgia ortognática ou técnicas de reabilitação oral protética no tratamento da disfunção temporomandibular.


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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

domingo, 16 de junho de 2013

Expansão Rápida da Maxila e Constrição Alternadas

Por sugestão de uma seguidora do Twitter, o artigo abaixo foi escolhido. Trata-se de uma análise científica de qualidade feita pelo Dr. Alberto Consolaro e publicada na revista Dental Press Journal of Orthodontics.

A Expansão Rápida da Maxila (ERM) é possível pela configuração anatômica da sutura palatina mediana, que também se estende às lâminas horizontais do osso palatino, importante componente posterior do palato duro. O procedimento às vezes pode ser referido como uma Distração Osteogênica Sutural.

A relação mediana entre as maxilas e os ossos palatinos nos sentidos ântero-posterior e buconasal se faz por uma linha sinuosa e preenchida por tecido conjuntivo fibroso denso, ricamente vascularizado e delimitada por margens ósseas bem definidas, especialmente nos indivíduos adultos jovens.


(Expansão rápida da maxila)

Após a agressão representada pela abertura rápida  da sutura, a fase aguda da inflamação involui, visto que os  neutrófilos e macrófagos não encontram bactérias no local  e o reparo e reorganização devem se iniciar entre 24-48 horas.

Se depois da reorganização sutural a contenção não for providenciada e nova integridade não for atingida, as forças irão constritar, ou comprimir, a sutura palatina mediana para tentar voltar à situação de equilílibrio anterior.

O Protocolo semanal repetitivo de Expansão Rápida da Maxila e Constrição Alternadas ou “ERMC-Alt” ou Alternate Rapid Maxillary Expansions and Constrictions (Alt-RAMEC), foi proposto inicialmente por LIOU, CHEN em 2003. No final da aplicação do protocolo (sete ou nove semanas), bem provavelmente, a sutura terá uma densidade de colágeno muito pequena. 

A maxila estará “solta” no terço médio da face. Além da expansão da maxila, ela poderá ser protraída, compensando alterações no terço médio da face.

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Ortodontia e Mídias Digitais - O Dentista do Futuro

No último mês foram muitas as oportunidades de conversar sobre como as mídias sociais tem auxiliado o cirurgião-dentistas e o ortodontista a agregar valor à seu serviço, a alavancar a carreira profissional e ajudado a aumentar a prospecção de novos pacientes. 

Abaixo está uma das matérias nas quais colaborei! Boa leitura! 


(Para maximizar as figuras, basta clicar sobre elas)


(Para maximizar a imagem basta clicar sobre ela)

 
(Para maximizar a imagem basta clicar sobre ela)

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
CEO e Founder of Bueno Ortodontia
georgenbueno@gmail.com

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Ortodontia e mídias sociais

A Ortodontia da UERJ, por meio de seus alunos e ex-alunos realizará neste ano de 2013 o XIII Encontro de Ex-alunos da UERJ. A programação científica é muito especial!

Nesta edição, tive o prazer de ser convidado a falar sobre o tema Ortodontia e Mídias Sociais. Agora, é preparar a melhor e mais atualizada palestra sobre este tema que tanto prezo. Em breve, a disponibilizarei para você leitor, via slideshare.

Abaixo, a arte que será veiculada na Revista Dental Press Journal of Orthodontics.



(XIII Encontros de Ex-alunos da UERJ)
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Cirurgião-dentista e Ortodontista
CEO e Founder of Bueno Ortodontia
georgenbueno@gmail.com


sexta-feira, 29 de março de 2013

Ortodontia / Odontologia - Você também pode mais!


Recentemente tenho assistido alguns vídeos sobre motivação e empreendedorismo, assuntos pertinentes para meus próximos planos de ação e investimento relacionados à Odontologia. Você será meu parceiro nesta nova etapa de compartilhamento, discussões e trocas mais do que necessárias para o crescimento pessoal e profissional que a Odontologia exige.

Uma mensagem importante que nunca deixo de lembrar é que temos que ter coragem para mudar, para ser um profissional diferenciado. Abaixo estão algumas partes de um texto do Marcelo Tas, jornalista e apresentador de TV; sem dúvidas são ideias a serem desenvolvidas dentro de cada um. Apreciem sem moderação:


“Quando criança, tinha vergonha de ser bom aluno. Cada nota 10 que eu tirava me enchia de constrangimento. Este drama às avessas talvez explique o por que de eu ter ido parar na turma do fundão, aquele bando de bagunceiros que senta lá atrás na sala de aula.

As minhas notas continuaram altas. Mas a carga "negativa" que elas provocavam na minha alma passou a ser neutralizada pelo simples fato de eu ter sido admitido como membro do fundão. Andar com os caras que tinham coragem de levar "a vida a mil"- como se dizia na época - me salvou de ser apenas um nerd besta e tímido.

O pessoal tinha uma "atitude" - para usar uma palavra também de época - de quem era dono de sua própria vida e, mais importante, do seu próprio sonho.

Nunca soube, e até hoje não sei direito, quem eu sou. Mas descobri há algum tempo que sou movido pela pessoa que eu quero ser. Foi essa faísca de inquietação que me fez, aos 15 anos, sair de casa, estudar como um louco e aprender novas habilidades para conseguir entrar na EPCAR, a escola que prepara jovens para serem pilotos de caça da Força Aérea Brasileira. Tempos depois, foi o mesmo desejo de ir atrás de quem eu quero ser que me fez deixar a Aeronáutica e ir atrás de grupos de teatro em São Paulo. Enquanto peregrinava por cursos de dança, aulas de canto e expressão corporal... Cursava duas faculdades aparentemente incompatíveis: a POLI - Escola Politécnica de Engenharia e a ECA - Escola de Comunicações e Artes, na USP.

Neste zigue-zague entre mega nerds que sabem muito de tecnologia e malucos que fazem teatro e jornalismo, descobri a minha vocação profissional. A ficha caiu diante de um equipamento revolucionário que aterrissava no Brasil no início da década de 80: a câmera de vídeo. Eu sei que hoje não faz sentido algum dar valor especial para uma câmera de vídeo. Elas estão em todo lugar, até dentro de telefone celular. Mas naquela época, ninguém, fora as emissoras de TV, tinha tal equipamento.

Encontrei uma nova turma. Eles tinham o meu mix predileto - fundão na atitude e amor pelo conhecimento. Estavam, como eu, apaixonados pela descoberta da linguagem oferecida pelas câmeras de vídeo. Fundamos uma produtora de vídeo com um objetivo nada modesto: revolucionar a linguagem da TV do terceiro milênio. Assim, depois de sair de Ituverava, passar pela Aeronáutica, Engenharia, dança, teatro...me encontrei, e me atirei, no mundo da televisão e da Comunicação.

Só recentemente, com mais de 50 anos de vida, e quase 30 de profissão, descobri importância do fundão na minha vida escolar, emocional e profissional. A chave da descoberta está em duas palavras: sonho e coragem. Creio que cada um de nós, que se arriscam em voos fora da curva, pode se candidatar a ser uma prova viva do ditado: Deus escreve certo por linhas tortas. As linhas são tortas não por deficiência motora do Criador. Mas porque as palavras "sonho" e "coragem" deixam o mundo não linear. Deixam o mundo mais legal, mais veloz e multidimensional. Aprenda a voar!”


Um jeito simples de começar a aparecer para seus futuros clientes e colegas de profissão é iniciar a participação nas mídias sociais, quem sabe com a criação de um perfil profissional numa rede social especial como o iDent.

Já são mais de 30 mil dentistas trocando casos clínicos, conteúdos e oportunidades de emprego. É possível cadastras as experiências profissionais e mostrar o seu trabalho para o mundo!

Quanto mais informações e mais completo seu perfil ficar, maior será a chance de ser encontrado por colegas e também por potenciais pacientes que buscarem suas informações no Google.

Conheça mais: iDent - http://blog.ident.com.br/

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

sexta-feira, 15 de março de 2013

Responsabilidade Civil do Ortodontista

O objetivo do artigo escolhido para esta postagem foi investigar quais as dificuldades do Ortodontista no período após o tratamento ortodôntico, observando se as condutas adotadas satisfazem as reclamações de indivíduos que já terminaram a terapia ortodôntica, perante as determinações do Código de Defesa do Consumidor e do Código Civil quanto ao relacionamento indivíduo/profissional. 

Foi encaminhado via correio um questionário em forma de correspondência do tipo carta-resposta a todos os Cirurgiões-Dentistas inscritos no Conselho Regional de Odontologia do Rio de Janeiro, com seus registros no Conselho Federal de Odontologia como especialista em ortodontia num total de novecentos e noventa profissionais. 

RESULTADOS DA PESQUISA:

A análise percentual das respostas obtidas demonstrou que o tempo de arquivamento da documentação ortodôntica pelos profissionais foi de: mais de 20 anos (49,8%); por 20 anos (25,5%); por 15 anos (12,4%); por 10 anos (3,8%); e por um período de 5 anos (8,3%). Sobre o controle adotado no período de pós-contenção, 52,8% supervisionam de 6 em 6 meses e 39,9% uma vez por ano.

A maioria dos profissionais (76,5%) relatou que procurariam de qualquer forma evitar uma ação cível.  

(Tempo de supervisão após contenção)

No caso de recidiva, 87,2% dos profissionais informam ao indivíduo que a recidiva é previsível e propõem o retratamento ortodôntico. Quanto à solicitação da documentação ortodôntica pelo indivíduo, 93,7% dos profissionais entregariam a documentação ortodôntica e solicitariam a assinatura de retirada da mesma.

Diante destes resultados, alguns profissionais poderão estar sujeitos a problemas judiciais futuros, já que houve grande divergência entre os profissionais em relação ao tempo de arquivamento da documentação ortodôntica.

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Artigo completo disponível em: http://www.revistargo.com.br/viewarticle.php?id=997

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Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Análise oclusal após a remoção do aparelho ortodôntico


O trauma oclusal primário pode induzir, inicialmente, uma sintomatologia caracterizada por dor difusa, associada a um discreto aumento da mobilidade dentária, que pode durar dias, semanas e até meses. Podemos dizer que este seria o primeiro momento do trauma oclusal.

Em um segundo momento, algumas semanas depois, pode-se notar, radiograficamente, alargamento uniforme do espaço periodontal e espessamento da lâmina dura ou cortical óssea alveolar.
(Espessamento da lâmina dura)

Estas imagens radiográficas ocorrem em consequência da necessidade de fibras periodontais mais espessas e mais longas para suportarem um aumento da função, ou seja, absorver forças oclusais mais intensas; aumenta-se assim a espessura do ligamento periodontal.

Ao mesmo tempo, estas fibras periodontais maiores requerem uma inserção igualmente maior, aumentando-se a espessura da cortical óssea alveolar para suprir esta necessidade, o mesmo devendo ocorrer no cemento, mas neste não é possível se observar alterações nos exames por imagem.

Na sequência, em um terceiro momento, semanas ou meses depois, a continuidade da demanda funcional aumentada pela força oclusal excessiva promove um estiramento intenso e repetitivo das fibras periodontais, especialmente as cervicais, que se inserem na parte mais cervical da crista óssea alveolar.

(Perda óssea vertical em "V")

Radiograficamente, portanto, neste terceiro momento do trauma oclusal, adiciona-se ao quadro imaginológico a perda óssea vertical com formação de um “V” típico do trauma oclusal, formado pelo plano ósseo reabsorvido e a parede radicular.

As radiografias periapicais servem para este diagnóstico, mas as interproximais são mais precisas. Por maior que seja a perda óssea vertical nesta área, a sondagem periodontal não revelará bolsa periodontal.

Neste terceiro momento, mesmo com a perda óssea vertical no espaço interdentário, não haverá bolsa periodontal, mas na face vestibular pode-se notar, clinicamente, que o contorno gengival vai acompanhando o contorno ósseo vestibular, tendo como conseqüência as recessões gengivais em forma de “V” ou angulares nos dentes em trauma oclusal e com deiscências ósseas.

Clinicamente, neste terceiro momento, têm-se um discreto aumento da mobilidade dentária, facetas de desgaste oclusal ou incisal e a presença de recessões em forma de “V”, mas um quarto sinal pode ser adicionado: a abfração.

O esmalte não consegue acompanhar as deformações excessivas que as forças oclusais impõem à dentina. Esta dissonância entre o esmalte e a dentina na absorção das forças excessivas promove microfraturas adamantinas na região cervical com perda de pequenos fragmentos e microexposições de dentina. A abfração acrescenta ao quadro clínico de trauma oclusal a perda cervical do esmalte e a sensibilidade aumentada frente aos fatores bucais variáveis como alimentação, líquidos, respiração, temperatura e outros.

Finalmente, no quarto momento do trauma oclusal, depois de muitos meses e até anos de persistência das forças oclusais excessivas, o osso periférico à cortical óssea alveolar, ou lâmina dura, gradativamente espessa suas trabéculas e áreas de esclerose aparecem ao redor da raiz afetada, distribuídas de forma irregular ou concentrada na lateral e ou na região apical.

Haverá, a partir deste momento, uma agressão cada vez maior e direta sobre as estruturas periodontais, com prováveis danos focais à camada de cementoblastos que protegem as raízes da reabsorção por sua falta de receptores de membrana para os mediadores da reabsorção óssea. Nestas regiões da superfície, micro-áreas de reabsorção radicular ocorrem, se somam e gradativamente se expressam como imagens radiográficas.

(Danos aos cementoblastos, levando à reabsorção radicular)

O desconforto sintomatológico nem sempre está presente e em muitos casos o paciente acomoda-se; o trauma oclusal, por ser subclínico, pode evoluir silenciosamente para consequências mais graves.

Três questionamentos fundamentais
1º)  Quantos profissionais depois de “completado” o tratamento ortodôntico fazem uma análise oclusal, avaliam as possíveis interferências e promovem os ajustes necessários para o paciente ter alta com uma oclusão minimamente aceitável?
2º) Quantos acreditam que isto não seja necessário porque ao longo de seis meses pós-tratamento ortodôntico haverá um ajuste oclusal acomodativo e natural?
3º) Qual a prioridade da Ortodontia: a estética ou a função?

Uma análise oclusal criteriosa deve fazer parte, ou melhor, faz parte do tratamento ortodôntico e apenas depois de uma oclusão normal obtida o paciente deve receber alta e o caso ser considerado completado, pois parece lógico que a função deve prevalecer sobre a estética.
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Dr. George Bueno
Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

domingo, 17 de fevereiro de 2013

Ortodontia e Endodontia - Controvérsias

Qual Ortodontista não se deparou com a seguinte dúvida: dentes com tratamento endodôntico, quando é possível movimentá-los?

A literatura apresenta alguns artigos que falam sobre o assunto. Uma publicação não tão recente assim, porém, ainda com validade clínica e científica relacionada é do Dr. Alberto Consolaro. 

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Dentes com Tratamento Endodôntico: Movimentar ou Não?

Por algumas décadas acreditou se dogmaticamente que dentes tratados endodonticamente, se movimentados, poderiam apresentar maior índice de reabsorção radicular. Isto nunca foi demonstrado com um mínimo de critério metodológico, pois na Ortodontia não se tratava de adultos com freqüência. Dogmas são inexplicáveis: acredita-se ou não, como na política e na religião, mas não na ciência. 


Os trabalhos que estudaram metodologicamente o assunto revelaram que dente com tratamento endodôntico considerado pelo especialista como sucesso clínico pode ser movimentado. 

Quando o dente apresenta tratamento endodôntico inadequado, sem ou com lesão periapical crônica, deve-se promover o retratamento do canal para obter-se o sucesso clínico, e então, em um segundo momento, promover o tratamento ortodôntico, geralmente depois de 30 dias. 

(Ortodontia e Endodontia)

A reabsorção da superfície radicular independe das células da polpa, se presentes ou ausentes. O tratamento endodôntico não muda a estrutura e a fisiologia dos tecidos periodontais, incluindo o cemento e os cementoblastos.

Uma dica: para avaliar se o dente tratado endodonticamente pode ser considerado um sucesso clínico ou não, divida esta responsabilidade com o endodontista; a decisão será mais segura e faça o paciente participar, mesmo que indiretamente da decisão, informando-o 
sobre o que está sendo discutido!

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Dr. George Bueno
Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Ano novo, vida nova? É momento de refletir!

(Artigo originalmente publicado no site www.jornaldosite.com.br)

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Ano novo, mas com vida nova? Geralmente o que todos sentimos quando os anos passam é isso: um grande sentimento estar recomeçando. Porém, como aplicar esta motivação que a mudança proporciona a seu favor, a favor de sua profissão, na melhora de sua Odontologia?
Realmente, para algumas pessoas, este sentimento é passageiro; o ano recomeça e após poucos dias o sentimento desaparece. Para outras, o sentimento nunca desaparece; todos os dias são dias de oportunidades para realizar novas proezas, inovações, melhorias, investimentos.
Qual caminho deve-se seguir?
A pergunta acima é muito importante. Sugiro que ela seja feita todos os dias. Que o pensamento sobre qual caminho seguir esteja sempre presente, pois as coisas e atitudes das quais nos arrependemos, geralmente, poderiam ter sido mais pensadas, mais elaboradas, menos precipitadas!

(Dr. George Bueno)

Talvez a pergunta a ser feita seja: qual o caminho que me faz mais feliz?
Existem tantos artigos hoje sobre marketing pessoal, sobre a utilização de mídias sociais que decidi, neste texto, poder conversar com você de forma mais branda e transparente.
Diante de tantas estratégias para aumentar o volume de pacientes de seu consultório, para fazer com que sua equipe de trabalho seja mais eficiente ao lidar com os clientes, enfim, para terminar os meses com o orçamento positivo, podendo fazer planos, curtir com a família, comprar um belo presente para o esposo... Talvez o segredo para tudo isso seja o respeito ao próximo, a seriedade em suas escolhas. O “trabalhar com amor” que é tanto pregado, mas, infelizmente, tão pouco empregado.
O momento de mudança nos torna pessoas melhores se o aproveitarmos de forma clara. Para isso, basta entender que temos coisas a melhorar. Não nos tornaremos os melhores cirurgiões-dentistas do mundo de uma hora pra outra e, muitas vezes, nem depois de muitos anos de formados. Precisamos entender que o aprendizado é constante e para sempre.

Onde aprender? 
Tente começar com o outro, com o colega, saia um pouco de sua zona de conforto que, geralmente, é o seu próprio consultório. Não deixe de ir aos encontros de turmas, aos cursos promovidos pelas entidades representativas da classe odontológica, pois são momentos importantes para que a troca de ideias e de informações aconteça.
A internet e as mídias sociais também podem ajudar você nessa atualização constante, porém, nada substituiu uma troca de olhares, um aperto de mão e uma risada calorosa, digna de duas ou mais pessoas que estão crescendo juntas, mesmo que não percebam que tal fato ocorra.


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George Bueno

sábado, 29 de dezembro de 2012

Apneia Obstrutiva do Sono

Abaixo estão algumas informações importantes de como o Ortodontista pode auxiliar no diagnóstico e tratamento da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS):

Importância do sono

O sono é uma das necessidades essenciais para a saúde física e psicoemocional do ser humano. É durante o sono que ocorre a restauração física e mental que nos protege do desgaste natural das horas acordadas.

O que é Apneia do Sono?

Apneia significa "sem ar" ou "parada da respiração". Segundo a Academia Americana de Medicina do Sono, a Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono é um distúrbio respiratório do sono caracterizado por episódios recorrentes de obstrução total ou parcial da via aérea superior durante o sono, os quais levam a redução do nível de oxigênio no sangue, além de despertares frequentes, associados a sinais e/ou sintomas clínicos.

Quais são os principais sintomas da Apneia do Sono?

Os sinais e sintomas mais comuns da Apneia Obstrutiva do Sono são ronco, sonolência excessiva e pausas respiratórias durante o sono. Os prejuízos das funções cognitivas, como concentração, atenção e memória são frequentemente observados. Alterações de humor como irritabilidade, depressão e ansiedade podem ser encontradas. Existem alguns fatores predisponentes como obesidade, sexo masculino, anormalidades craniofaciais, como hipoplasia maxilomandibular, aumento do tecido mole e do tecido linfoide da faringe, obstrução nasal, anormalidades endócrinas, como hipotireoidismo e acromegalia, e história familiar.

(Dr. George Bueno - Jornal A Gazeta - ES)

Como a Apneia do Sono pode ser tratada?

O tratamento depende do grau de Apneia do Sono que é verificada pelo "exame do sono" (polissonografia) e de uma avaliação individual com um médico com formação em medicina do sono. Simples medidas, como a retirada de bebidas alcoólicas e de certas drogas (benzodiazepínicos, barbitúricos e narcóticos), a adequada posição do corpo e a perda de massa gorda podem ser eficazes para o tratamento da SAOS. O tratamento com o CPAP (continous positive airway) ainda permanece como a primeira escolha nos casos graves da SAOS. O CPAP é um aparelho que gera e direciona um fluxo contínuo de ar por meio de um tubo flexível para uma máscara firmemente aderida à face do indivíduo que promove a dilatação de toda da via aérea superior.

Como o dentista pode ajudar?

Nos casos de ronco e nos quadros mais leves da apneia do sono o cirurgião-dentista com treinamento em odontologia do sono pode utilizar o um Aparelho Intraoral de avanço mandibular, que promove um tensionamento dos músculos da faringe e da língua e aumento do volume da via aérea superior proporcionando uma melhor qualidade do sono para o paciente. Este aparelho é utilizado somente à noite, para dormir.

As alterações nas arcadas como a mordida cruzada posterior, palato ogival e estreito, mordida aberta e retrognatismo mandibular podem sugerir estar associados aos problemas respiratórios e o Ortodontista pode auxiliar neste diagnóstico e tratamento, na busca de evitar complicações futuras.

Confira no link abaixo os cirurgiões-dentistas certificados pela Associação Brasileira do Sono para realizar o tratamento do ronco e apneia:

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Fonte principal: Associação Brasileira do Sono (http://www.sbsono.com.br)

Dr. George Bueno
Cirurgião-dentista e Ortodontista
georgenbueno@gmail.com
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